quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Lady "Gorgeous" Gaga e Velvet Goldmine



Tenho ouvido tantos comentários sobre as percepções que rolam sobre a Lady Gaga que decidi escrever um pouco sobre a minha impressão, afinal desde que ouvi pela primeira vez seu som, dificilmente passo um dia sem ouvir. Não vou nem defender nada, vou apenas tentar do ponto de vista musica/moda esclarecer uma coisa: a Lady Gaga não é bizarra nem excêntrica demais não!!! Ela está na verdade revivendo um visual já há muito consagrado na música, o glam rock, que surgiu na Inglaterra nos anos 60. O estilo dela, tanto no som, como no visual, perpassa esse lance de mídia e querer aparecer, é que o glam rock é assim, é a arte do excesso. Ela está levantando polêmica porque o glam rock sempre foi menos popular, mas como a música dela é realmente muito boa atingiu popularidade e muitos desconhecem as raízes do rock e não relacionam que o estilo dela é algo mais do que comum no mundo do rock'n roll. Talvez ela tenha estourado, porque, finalmente, o mundo já esteja preparado para apreciar o glam rock. Não tem como comparar Lady Gaga com Fergie, Beyoncé, que também são excelentes, mas pertencem a nichos distintos. A Lady Gaga não é pop, talvez ela torne o glam rock popular.É que na maioria das vezes, tudo que foge ao clichê, quando atinge a apreciação popular é incompreendido. Lady Gaga tem forte influência musical e visual de algo que já se consagrou há quase meio século, no entanto, o público sempre foi mais seleto. Quem curte glam rock também não pode deixar de ver um filme muito bom (eu e minha mania de "cinemizar" tudo: Velvet Goldmine, de 1998, do diretor Todd Haynes, com Ewan McGregor e Jhonatan Rhys Meyers (sim, os dois juntos no mesmo filme!), apesar de ser um filme pouco conhecido e bem difícil de achar ele retrata perfeitamente o auge do glam rock. Na realização de Velvet Goldmine, um dos aspetos que mais merecem atenção é a trilha sonora. O filme teve Michael Stipe, vocalista e líder da banda REM, como produtor executivo, e envolveu diversos artistas consagrados da música pop. E dá-lhe o legado de David Bowie!!!
Lady Gaga desconhece o conceito entediante de mera popstar, passa longe disso. Natural Diva.





Walk, walk fashion baby, work it, move that bitch crazy. Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oh! Caught in a bad romance.



CAPA DO FILME


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Tatuagem, ou melhor, no plural, tatuagens!

De onde vem essa vontade incontrolável de imprimir definitivamente na pele uma simbologia pessoal? Não faço a menor idéia! O que sei, e recentemente, comprovei é que essa vontade arraigada emerge e não tem muito como sair pela tangente. Pelo menos, não para mim. Eu não me utilizo de tangentes!

Foi como uma pequena versão do mito de Psiquê, mas menos densa (ainda bem!). Cheguei no estúdio, vi umas fotos, achei o trabalho bom, vi inúmeras figuras e escolhi, des-escolhi, escolhi de novo e vamos logo que estou com pressa para ver o resultado!

Sequencialmente escolhi, flor no pé, estrela atrás da orelha, letra no pulso.

Saí com as duas primeiras conforme a escolha e a última mudei em menos de 3 minutos. Agora estou esperando mais um pouco (bem pouco!) para retroagir os tais 3 minutos e, quem sabe, perder uma meia hora na escolha daquela que irá se sobrepôr. Santa impaciência. Lua em áries em ação absoluta e irrefutável como sempre.

Lembrei-me de um filme "The Pillow book" (que traduzido ficaria O livro de cabeceira), dirigido por Peter Greenway, e vindo dele, algo que altera entre intrigante e surreal. A pele como objeto de imposição do desejo. Fica a dica para os fissurados em tatuagens.

Aí vão as fotos dos resultados da primeira e da segunda. A terceira, intitulo ainda em construção!







CAPA DO FILME